segunda-feira, 12 de setembro de 2022

 

Hoje acordei com um sábado aleatório de 2021 na cabeça, se bem me lembro era junho ou julho. Nessa época, foi a primeira vez que a situação de São Paulo pareceu "melhorar" na pandemia, e por conta disso resolvemos reunir algumas pessoas em casa, apenas porque não fazíamos isso há algum tempo, simples assim.

Em determinado momento, alguém teve a ideia de cada pessoa escolher uma música que gosta para tocar. Como o bom roqueirão que sempre fui, pacientemente esperei ouvindo várias músicas que detesto até chegar a hora de tocar a minha escolhida, que obviamente não agradou a todos também.

Mas, talvez por conta de uma evolução ou apenas uma epifania, pensei nisso hoje: será que aquelas músicas eram tão ruins assim? E quanto a que eu escolhi, será que não era tão boa? A resposta é a mais simples e complicada ao mesmo tempo: sim, e não.

Nunca fui uma pessoa eclética, e admito ter alguns gostos peculiares que podem não agradar muita gente, mas muita gente não é todo mundo. E infelizmente, às vezes isso vai além do nosso convívio.

Você, headbanger malvadão que passa a vida inteira reclamando que o seu precioso Rock in Rio tem dias dedicados ao pop, axé, funk e outros ritmos que não condizem com o nome do evento, você é obrigado a ir nesses? E sendo que já foi explicado inúmeras vezes que o nome "Rock in Rio" é apenas a marca de um festival de música em geral, é errado ter esses dias para quem curte outros estilos? Aceite uma coisa como eu aceitei amigão, não existe música ruim.

Naquele sábado ensolarado de 2021, as músicas escolhidas pelas outras pessoas não eram ruins, só não me agradavam, com a minha foi a mesma situação, mas será que isso é bom? É ÓTIMO!!!!

Essas diferenças fazem a música ser tão impactante na cultura do mundo todo, pode agradar cada pessoa de uma forma diferente, independente do estilo.

Nunca briguem por música queridões e queridinhas, só aceitem as diferenças e curtam a sua sem desrespeitar a dos outros,  assim todo mundo fica feliz!

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