Hoje acordei com um sábado
aleatório de 2021 na cabeça, se bem me lembro era junho ou julho. Nessa época,
foi a primeira vez que a situação de São Paulo pareceu "melhorar" na
pandemia, e por conta disso resolvemos reunir algumas pessoas em casa, apenas porque
não fazíamos isso há algum tempo, simples assim.
Em determinado momento, alguém
teve a ideia de cada pessoa escolher uma música que gosta para tocar. Como o
bom roqueirão que sempre fui, pacientemente esperei ouvindo várias músicas que
detesto até chegar a hora de tocar a minha escolhida, que obviamente não
agradou a todos também.
Mas, talvez por conta de uma
evolução ou apenas uma epifania, pensei nisso hoje: será que aquelas músicas
eram tão ruins assim? E quanto a que eu escolhi, será que não era tão boa? A
resposta é a mais simples e complicada ao mesmo tempo: sim, e não.
Nunca fui uma pessoa eclética, e
admito ter alguns gostos peculiares que podem não agradar muita gente, mas
muita gente não é todo mundo. E infelizmente, às vezes isso vai além do nosso
convívio.
Você, headbanger malvadão que
passa a vida inteira reclamando que o seu precioso Rock in Rio tem dias
dedicados ao pop, axé, funk e outros ritmos que não condizem com o nome do
evento, você é obrigado a ir nesses? E sendo que já foi explicado inúmeras
vezes que o nome "Rock in Rio" é apenas a marca de um festival de
música em geral, é errado ter esses dias para quem curte outros estilos? Aceite
uma coisa como eu aceitei amigão, não existe música ruim.
Naquele sábado ensolarado de
2021, as músicas escolhidas pelas outras pessoas não eram ruins, só não me
agradavam, com a minha foi a mesma situação, mas será que isso é bom? É
ÓTIMO!!!!
Essas diferenças fazem a música
ser tão impactante na cultura do mundo todo, pode agradar cada pessoa de uma
forma diferente, independente do estilo.
Nunca briguem por música
queridões e queridinhas, só aceitem as diferenças e curtam a sua sem
desrespeitar a dos outros, assim todo
mundo fica feliz!